Hoje me disponho usar a carapuça que me serve, dono de nada sem patrimônio, andarilho e sonolento a realidade, vago pela trilha do destino mudo e surdo, sempre a procura de uma sombra para descansar o corpo estraçalhado pela desigualdade imposta pelo mundo da ganância, vou seguindo o curso da vida, escrevendo meu destino, através do silêncio. Sinto-me um poeta da discórdia, pois o desafio é sempre ...