LAÇOS QUE SE FORAM Fundido nas ramas da inocência, se despediu das folhas, clamando as dores, na ventania, espalhou-se ao pérfido temporal, em decomposição no relento, ao adubo fértil da mata virgem, seus galhos entrelaçados, se despedem na esperança, ...
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Mostrando postagens de julho, 2016
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MOINHOS MOVIDO A PEDRAS As sombras do passado remoem meu presente, estas lembranças vão ditando minhas realizações, cada semente plantada, se torna uma estátua na rebeldia do tempo, tornou-se obsessão a maneira de agir, que arrasta a alma jorrando sombras, na imensidão deste destino, tornando-se um dilema. Estonteado a amargura, receio a prática de todo e qualquer objetivo de vida, esta memória conserva cada atitude obstruída, todas em fragmentos de injúrias. Não preciso louvar minhas preces, ela sozinha são encaminhadas ao céu.
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DIMENSÃO A esperteza me faz fugir a consciência... a evasão distribui a distância em pequenos espaços, e propicia a escravidão nesta inocência. Castiga o ébrio estendido a sorte, e no acinte sem ferir a estátua admirada em prece, foge a pureza entre o tempo, cultivado no silêncio da lua cheia. Sim> Prisioneiro da fé, Receio> Sabedoria, Sentimento> deixo fluir o fariseu noturno dessa imensa clausura ! Sonolento sossego todo esse transparecer.
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LIX<ÇÃO Aos nossos dias, perdão, a ganância nos faz, desviar, a fartura, do pão, não pela forma, mas pelo kaviá, alguns, nem o lixão, pela distância, pode saciar, os restos, com as mãos, na colheita, a se ajoelhar, enchendo o saco, se não, a dor da fome, pode matar, de mendigo, a um tostão, a um grosso, qualquer humilhar, jogando o que lhe farta, no chão, e eu aqui, a precisar, entranho, a mão, em rodas de risos, a catar, aqui não cheguei, em vão, o juízo final,a esperar, e no destino serei, a missão.
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CRONICA EM APENAS UM OLHAR Em cada canto de minha cidade, tem uma lagoa com perfume de fungo, que maltrata meus olhos como de costume no amanhecer da labuta, entranhando focos de lama, na passagem de meu corredor de subsistência. As pessoas que subsidiam meus sonhos, removem a respiração, inspirando o reboco do limo. Este é o dilema que eclodiu em minha rotina. As minhas ações se tornam inerme diante da ausência das tropas em armaduras entre quatro paredes, entrelaçados em seus ideais, comungando com a sorte que os múltiplos votos lhes contemplam, e o rebanho pródigo persuadido, se movendo no espaço que os alimentam de esperança, mas na cidade entre corvos e bobos, caminho entre idas e vindas, rindo ou chorando, dependendo do sol ou da chuva, sigo minha sina nesta trilha sem rumo.
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SONHOS EM PALAVRAS Teia de folhas, a cada instante, adornam os reflexos dos raios, emitidos pelo sol no andor gladio, ao relento se mistura ao crepúsculo encantos, sem pecado original, porte ao solo se origina, crescente marra ao relento, impõe-se as feras, que ferem a destreza de seu tronco. Agiganta-se expelindo flechas em folhas, deslizando ao vento morno, pairando a brisa no vácuo de ...