CRONICA EM APENAS UM OLHAR
Em cada canto de minha cidade, tem uma lagoa com perfume de fungo, que maltrata meus olhos como de costume no amanhecer da labuta, entranhando focos de lama, na passagem de meu corredor de subsistência. As pessoas que subsidiam meus sonhos, removem a respiração, inspirando o reboco do limo. Este é o dilema que eclodiu em minha rotina. As minhas ações se tornam inerme diante da ausência das tropas em armaduras entre quatro paredes, entrelaçados em seus ideais, comungando com a sorte que os múltiplos votos lhes contemplam, e o rebanho pródigo persuadido, se movendo no espaço que os alimentam de esperança, mas na cidade entre corvos e bobos, caminho entre idas e vindas, rindo ou chorando, dependendo do sol ou da chuva, sigo minha sina nesta trilha sem rumo.

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