CEDRO
Impertinente a resistência, sua espécie, motiva a degradação, expondo-se como estátua, conduzido ao abrigo fecundo, dando alento a ausência de condições aos precisos, não contrapondo as forças estranhas da natureza que a protege, mesmo a morte sendo irreversível, contribui ousando sua manta, debruçada aos espetos cravados no alvo espesso, curvando-se a ruptura de seu formato escultural, exposto ao museu do tempo, em miúde retalhada ao acervo da humanidade. De galhos atados, ao conforto no piso, mineácea entremeada entre as folhas aderentes, para reconstrução do solo fértil. Da semente ao horizonte, para corte esparramada, sobre máquinas empoeiradas, rastros, pêndulos a carroçadas. Agora esquecida,sou alvo de ventanias, meu ombro aquecido pelas folhagens que tentam erguer-me.
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