FLORANDO A LABUTA
Paisagem sem rosto, este denso verde desbotado diante de meus olhos, vagueando espaço em um estandarte de vento, clamando a sombra em cada canto desta plantação. De uma simples semente entre meus dedos enrugados, a um cantinho de terra absolvida a umidade, seguindo pelos poros movediços deste chão fértil. Levanta-te e alveja tua paisagem, para este inquieto e apressado tempo guardião..., consumido pela ânsia de querer embalar folhas e sentir teus galhos roçando a brisa, penetrando e fecundando tuas raízes, neste ar puro, radiando energia. Se não desbotada ao tempo, desmancharás em ceias peregrinas, saciando o corpo debilitado, pelo adubo químico a ingerir !
Wander Gomes

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