A MEMÓRIA DE UM TRASTE
Convencido da impunidade, se revolta com tudo, distorce a verdade, ultrapassa os limites, desafia o forte na astúcia, confronta a lei ao seu dispor, ofende o sonho. A deriva dos bons costumes, sem conservar direitos, vive no vácuo da despreocupação. Cérebro empestado de falcatruas, mente ociosa e nua, depende de inocentes desavisados, costuma ofender levando vantagem em tudo, vive num alpendre, incita o dolo, nem aí com a fumaça, se é alvejado vem o desforro, o cerco pela infração escapa doloso, pela intenção rechaça inválido, para a disciplina é constante no descaso, flutua no remanso do mal exemplo descendendo das más condutas, aos manos se entrosa, enforcando cada vez o bom senso, curva-se ao descaso e convence o inocente do dilúvio a sua frente, pois chegará pra todos e que o começo tem que ser delinquente. Sensível ao conforto fundido pelo desnível social se aproveita ( ao seu vê ) ao lado da cruz, onde enfim o perdoou. Sou forasteiro, lavrador, lido com dinheiro seja lá de quem for, tiro proveito até da dor, sou sem caráter, como empresário não ouso aumento, que sofra os que trabalham. Na luta pela sobrevivência nem reza, nem consciência sacia o crescimento, a fama em vida só adianta com finanças, sou posto de lado pelos normais, mas o refúgio me prestigia, volto continuando o pêsame aos honestos, a justa me honra com seu habitar, comida e água fresca, descanso até os carcereiros me acordarem. Os direitos me expõe a amada sem me esforçar, sou agraciado por bom comportamento, sem ao menos me conhecer, souto ao mundo dos que me sedem condições especiais de vida, sobrevivo até a morte onde sou enterrado com todas as formalidades, igual a tudo e a todos, Irei para onde, não sei, mas quem sabe? Ficamos a mercê do supremo que invoca a ida, cada um ao seu destino. O que fica, uns dos meus, uns dos seus, enfim a continuação de tudo, o que me restou pós vida...( coitado ele foi vítima do descaso da sociedade ), sou perdoado por todos, fui bem neste mundo ! Tombei em transferência para o enigma, com muitas orações impregnadas a minha alma !
Wander Gomes
Convencido da impunidade, se revolta com tudo, distorce a verdade, ultrapassa os limites, desafia o forte na astúcia, confronta a lei ao seu dispor, ofende o sonho. A deriva dos bons costumes, sem conservar direitos, vive no vácuo da despreocupação. Cérebro empestado de falcatruas, mente ociosa e nua, depende de inocentes desavisados, costuma ofender levando vantagem em tudo, vive num alpendre, incita o dolo, nem aí com a fumaça, se é alvejado vem o desforro, o cerco pela infração escapa doloso, pela intenção rechaça inválido, para a disciplina é constante no descaso, flutua no remanso do mal exemplo descendendo das más condutas, aos manos se entrosa, enforcando cada vez o bom senso, curva-se ao descaso e convence o inocente do dilúvio a sua frente, pois chegará pra todos e que o começo tem que ser delinquente. Sensível ao conforto fundido pelo desnível social se aproveita ( ao seu vê ) ao lado da cruz, onde enfim o perdoou. Sou forasteiro, lavrador, lido com dinheiro seja lá de quem for, tiro proveito até da dor, sou sem caráter, como empresário não ouso aumento, que sofra os que trabalham. Na luta pela sobrevivência nem reza, nem consciência sacia o crescimento, a fama em vida só adianta com finanças, sou posto de lado pelos normais, mas o refúgio me prestigia, volto continuando o pêsame aos honestos, a justa me honra com seu habitar, comida e água fresca, descanso até os carcereiros me acordarem. Os direitos me expõe a amada sem me esforçar, sou agraciado por bom comportamento, sem ao menos me conhecer, souto ao mundo dos que me sedem condições especiais de vida, sobrevivo até a morte onde sou enterrado com todas as formalidades, igual a tudo e a todos, Irei para onde, não sei, mas quem sabe? Ficamos a mercê do supremo que invoca a ida, cada um ao seu destino. O que fica, uns dos meus, uns dos seus, enfim a continuação de tudo, o que me restou pós vida...( coitado ele foi vítima do descaso da sociedade ), sou perdoado por todos, fui bem neste mundo ! Tombei em transferência para o enigma, com muitas orações impregnadas a minha alma !
Wander Gomes
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