O AVERSO EM HARMONIA
Embala teu verso, no averso do vento e deixa a encosta do sopro  pulsar o silêncio rebelde da brisa, cavalgando as nuvens, cegando o tempo, são tuas obras repentina a se espalhar em um límpido delírio de paisagem, transpondo-se a percepção ótica. Quisera a aurora desvirginar esta manhã imaculada, fecundando a corrente de ar ao fluxo baldio da espécie soberana pura e cristalina...límpido ao dorso da magia, esculpido a véu sobre a efígie da heroína !
                               Wander Gomes

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